Definido pagamento de verbas rescisórias para PSF e Nasf
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quinta-feira, 09 de julho de 2009
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Londrina - A novela que envolve funcionários demitidos do Programa Saúde da Família (PSF) e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) em Londrina parece estar próxima do fim. Ontem, as partes envolvidas - SinSaúde, Santa Casa, Secretaria de Saúde, Ministério Público Federal e Municipal - concordaram com o pagamento das verbas rescisórias de cerca de 730 funcionários que atuavam nos programas através de contratos temporários. O valor estimado é cerca de R$ 3,6 milhões que deverão ser pagos mediante depósito em juízo. O termo de ajuste de conduta só deverá ser assinado na próxima semana.
Todos concordaram com o depósito em juízo no processo que o sindicato moveu contra a prefeitura, afirmou o presidente do SinSaúde, Júlio César Aranda, para quem o termo de ajuste de conduta é apenas um ato administrativo. O sindicato defende (que esse acerto) deve ser feito de forma judicial, disse.
O problema começou com a rescisão do convênio com a Santa Casa, que até 31 de março deste ano administrava o PSF e o Nasf. A partir dessa data, os programas passaram para responsabilidade do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap). A Oscip havia vencido licitação feita em 2007, mas só assumiu depois de conseguir uma liminar em disputa judicial pela gestão do programa com a empresa que foi segunda colocada no processo.
Ontem, o superintendente da Irmandade Santa Casa (Iscal), Fahad Haddad, afirmou que a entidade foi induzida ao erro com a promessa de que os funcionários continuassem nos programas. Aí, criou-se esse vazio, disse.
Para o secretário municipal da Saúde Agajan Der Bedrossian, o direito trabalhista é indiscutível, mas é necessário achar um meio legal de se fazer os pagamentos. O problema é tornar o repasse desse dinheiro legal, porque não existe mais o convênio, afirmou. Segundo ele, o acordo é no sentido de redigir um documento com todos os pareceres e anuências, tudo muito bem amarrado, para que no futuro não venham alegar arbitrariedade da prefeitura de pagar algo que não devia.
Para a população, Bedrossian acredita que não houve prejuízo porque todos os que foram desligados do PSF foram substituídos. O programa não cessou de funcionar em momento algum, disse. Sobre o Nasf, o secretário afirmou que está trabalhando em um contrato emergencial para, na sequência, abrir licitação.


