O fim da publicidade e dos patrocínios; a intensificação do combate ao contrabando e a elevação dos preços e impostos sobre o cigarro são as principais propostas que a América Latina levará a Genebra, entre 22 e 28 deste mês, quando 191 Estados-membros da Organização Mundial de Saúde (OMS) discutirão os termos de uma convenção internacional para o controle do tabaco.

O tratado deve ser assinado em maio de 2003 e as propostas foram discutidas no 1º Seminário Latino-Americano para Controle do Tabaco, que terminou ontem e reuniu especialistas em saúde pública da região no Rio.

As discussões vêm acontecendo em todo o mundo. É a primeira vez que a OMS cria regras globais para a saúde. Em setembro, a British American Tobacco, a Philip Morris e a Japan Tobacco - as três maiores indústrias do setor - lançaram internacionalmente a campanha Padrões Internacionais para o Marketing de Produtos do Tabaco, uma tentativa de auto-regulamentação, cujo objetivo seria evitar o marketing direcionado a não-fumantes, especialmente os jovens. A iniciativa é criticada pela OMS.

''Sabemos que as empresas de tabaco estão trabalhando arduamente para assegurar o nosso fracasso. Temos provas diárias das táticas usadas por essas companhias para frustrar as ações governamentais'', disse a médica Vera Costa e Silva, gerente da Iniciativa Por Um Mundo Sem Tabaco, programa da OMS.

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