Definida cooperativa para coleta em 55 mil domicílios
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terça-feira, 09 de julho de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) define hoje quais cooperativas serão responsáveis pela coleta seletiva em 55 mil domicílios de Londrina, a maioria na região leste da cidade, por conta do vencimento do contrato com a Cooperativa dos Profissionais de Reciclagem de Londrina (Coocepeve). O acordo vence nesta quarta-feira e não será renovado, em virtude de supostas irregularidades cometidas pela entidade, segundo a CMTU.
"Não acredito que a população ficará sem o serviço. Já fizemos um mapeamento desta região e a coleta será repassada para uma ou mais cooperativas. Vamos definir tudo isso até amanhã (hoje)", garantiu o diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues. A Cooper Região e a Cooper Oeste, que fazem a coleta em outras áreas da cidade, já mostraram interesse em assumir o serviço. "Um grupo de 23 catadores está formando uma nova cooperativa e nos procurou também. Estamos analisando os documentos e eles podem ser uma alternativa". A nova cooperativa é a Cooper Refun.
A CMTU realizou ontem uma audiência com representantes de todas as cooperativas para apresentar os motivos que levaram a companhia a recomendar a não renovação do contrato com a Coocepeve.
De acordo com a CMTU, desde o início do contrato, no dia 11 de janeiro, a cooperativa cometeu várias irregularidades: não reembolso do INSS, falta de plano de trabalho e da prestação de contas aos cooperados, não elaboração de um modelo de sistema de rateio "claro e objetivo", ausência de investimento em equipamentos de proteção individual e coletiva, barracões sem água e luz, falta de apresentação de documentos, além da não inclusão de catadores na cooperativa e o não atendimento às exigências da contratante.
"Fizemos treinamentos com os cooperados para que eles conhecessem seus direitos e deveres. Repassamos valores para o gerenciamento e para a contratação de profissionais para auxiliar na prestação de contas. Infelizmente as cooperativas não têm conseguido se adequar", frisou Pereira.
As denúncias contra a Coocepeve partiram dos próprios cooperados. Algumas estão sendo investigadas pelo Ministério Público (MP). "Combinamos com a presidente que ela faria a prestação de contas e convocaria uma assembleia para que não perdêssemos o contrato. Não sabemos para onde foi o dinheiro e hoje estamos sem ter onde trabalhar", desabafou o coletor Francisco Caetano Bitencourt.
A CMTU garantiu que os catadores da Coocepeve serão recadastrados e encaminhados para as outras cooperativas.
A presidente da Coocepeve, Sandra Araújo Silva, esteve na reunião acompanhada do seu advogado Guilherme Cavalcanti, mas preferiu não se manifestar. Cavalcanti informou apenas que iria primeiro tomar conhecimento dos documentos apresentados pela CMTU para depois se pronunciar.


