Londrina – A empresa Santini Engenharia e Construções deve ser homologada nos próximos dias como a vencedora do edital de licitação para a construção da nova sede do Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. A empresa londrinense foi a primeira colocada do edital realizado no início desta semana com o valor de R$ 4,5 milhões, quase R$ 950 mil a menos que o previsto no teto do edital.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística pretende homologar o resultado do edital nos próximos dias, caso não haja contestações. Esta foi a terceira tentativa da pasta: a primeira licitação deu deserta e a segunda foi cancelada para adequação do edital.
"Já estamos preparando algumas coisas para o início da obra, estudando a fundação e preparando algumas locações. A programação é necessária para garantir o início imediato. Acreditamos que em 45 a 60 dias devemos começar a obra", afirmou o proprietário da construtora, Wilson Santini.
O IML de Londrina funciona em um imóvel alugado no Jardim Alvorada (zona oeste). O barracão tem cerca de 2 mil metros quadrados de área e o aluguel custa aos cofres públicos mais de R$ 11 mil por mês.
O novo imóvel ficará em um terreno de 3 mil metros quadrados localizado ao lado do 4º Distrito Policial (DP), no Jardim Europa (zona sul). A nova sede foi projetada para 1,5 mil metros quadrados. A obra de alta complexidade tem prazo de 18 meses para ser concluída. Porém, de acordo com Santini, a construção pode ser concluída antes. "O projeto tem coisas diferenciadas, principalmente com relação a refrigeração e ao sistema de ar-condicionado. Mas não é tão complexa, são detalhes."
"Essa obra representa tudo porque a situação atual é bastante caótica. Sem essa mudança física ficamos impossibilitados de investir em novos equipamentos, já que o lugar não garante segurança aos servidores", definiu o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Leon Grupenmacher.
Além do novo prédio, ele garantiu que o IML de Londrina vai ganhar novos equipamentos e mais servidores. "A obra física é uma coisa, munir de equipamentos, outra. No futuro, Londrina terá condições de realizar os mesmos exames que a capital, será um polo no interior. Estamos promovendo a descentralização dos atendimentos científicos", explicou.
O imóvel terá laboratórios de análise genética molecular e exames toxicológicos. "Vai ganhar tempo e qualidade. Hoje, alguns materiais encaminhados para a capital demoram três meses para serem analisados. No futuro, tudo será feito em Londrina", explicou. O Estado mantém um Fundo de Segurança Pública, para investimentos em equipamentos, cujo montante chega a R$ 72 milhões. "Aquisição de equipamentos não é problema, é bem mais rápido que qualquer processo de construção", disse.

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