Definida auditoria na Petrobras
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sexta-feira, 09 de março de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
Representantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da Petrobras e de oito organizações não- governamentais (ONGs) que fazem parte do Conselho Estadual do Meio Ambiente definiram ontem as diretrizes para a auditoria que a Petrobras irá realizar na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na unidade do Xisto, em São Mateus do Sul, e nos Dutos e Terminais do Sul DTSUL, em Paranaguá.
O documento apresentado, durante a reunião realizada ontem, pela equipe técnica formada por representantes da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) define os aspectos a serem avaliados e a metodologia que deve ser adotada pela empresa que fará a auditoria. A finalidade é verificar se as instalações da Petrobras no Estado atendem aos aspectos legais, quanto à segurança, saúde ocupacional, gerenciamento de riscos, prevenção de poluição, plano de contingência e ação emergencial.
Em um período de sete meses, dois acidentes em unidades da estatal no Paraná provocaram danos ambientais de grande proporção. O próximo passo será a licitação da empresa que iniciará os trabalhos em maio.
O secretário de Estado do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, disse que a auditoria, por ser bastante criteriosa e mais exigente que os padrões convencionais de avaliação, servirá de referência para outras unidades do Estado e até do Brasil.
O diretor-executivo da SPVS, Clóvis Borges, ainda não se diz muito otimista com a disposição da Petrobras em realizar a auditoria. As ações para corrigir as possíveis falhas que serão apontadas pela auditoria é que são, de fato, importantes, destacou. A estatal tem um prazo de 90 dias para concluir esse plano de ação.


