Déficit na balança comercial do setor de plásticos caiu 19,2%
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domingo, 20 de fevereiro de 2000
Por Viviane Mottin 
São Paulo, 21 (AE) - Desde que o acompanhamento sistemático dos dados sobre comércio exterior de produtos plásticos (finais e intermediários) começou a ser feito, em 1997
pela primeira vez essa balança comercial setorial apresenta queda em seu déficit. De acordo com a MaxiQuim Assessoria de Mercado, de Porto Alegre (RS), os números referentes a 1999 indicam que o déficit da balança de bens plásticos caiu 19,2%: de US$ 617 milhões, em 1998, para US$ 498 milhões, no ano passado. E as baixas mais significativas foram nas quantidades, que recuaram 42,1%, de 169 mil toneladas (t) para 98 mil t.
Tanto as importações quanto as exportações de produtos plásticos ou com plástico contido baixaram no ano passado em comparação com 1998. O Brasil importou US$ 778,386 milhões, em 1999, contra US$ 922,912 milhões, em 1998, representando queda de 15,7% de um ano para o outro. As exportações dos mesmos produtos, em 1999, totalizaram US$ 279,856 milhões, 8,5% a menos do que as vendas externas, em 1998, que foram de US$ 306,006 milhões. Esses dados são consolidados e divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, por meio da Secretaria de Comércio Exterior.
A MaxiQuim avalia que a queda no valor das exportações não reflete a redução das vendas em volume de produtos plásticos. No ano passado, a indústria brasileira desses bens exportou 96.698 toneladas de plásticos transformados ou 13,3% a mais do que em 1998, cujo resultado foi de 85.324 t. O movimento positivo é explicado pelo recuo dos preços dos produtos brasileiros devido à desvalorização do real. O preço médio por quilo do produto nacional caiu de US$ 3,59 para US$ 2,84, tornando os manufaturados brasileiros mais competitivos no exterior, analisa a MaxiQuim.
As importações, em volume, acompanharam a queda em dólar: somaram 194.613 t, em 1999, contra 254.446 t em 1998, registrando baixa de 23,5%. O preço médio do quilo de produto plástico importado subiu de US$ 3,63, em 1998, para US$ 4,00, em 1999. A MaxiQuim afirma que as 96,7 mil toneladas de produtos exportados pelo País, no ano passado, representam apenas 2,8% do total de resinas termoplásticas transformadas em bens de consumo final e intermediário no mercado interno. Tal constatação, para a indústria brasileira, quer dizer que ainda há muito o que avançar rumo a outros mercados.


