Déficit é maior em municípios mais pobres
Londrina A pior situação do Estado em relação ao déficit de vagas na pré-escola é encontrada em Laranjal, município de 6,3 mil habitantes, no Centro-Sul. Lá, são 215 crianças sem matrícula, o que corresponde a 83,01% do total. Com a renda domiciliar média de R$ 324,55 per capita, segundo o Censo 2010, Laranjal carrega o triste estigma de cidade mais pobre do Paraná. A Educação também não vai bem: é dona da terceira pior nota do estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nas séries iniciais do ensino fundamental, da rede pública municipal.
Na teoria, a construção de apenas um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei), que pela planta padrão do Estado comporta 200 alunos, seria suficiente para resolver o déficit. O problema é que o investimento de R$ 2 milhões é cifra distante para os cofres do município, que tem uma das menores arrecadações do Paraná. Em junho do ano passado, a prefeitura inaugurou uma unidade com capacidade para receber 60 crianças. A reportagem procurou a secretária de Educação, Sônia Regina Leal Dias, para comentar os investimentos, mas ela não retornou as ligações.
Entre os cinco municípios com os piores índices, aparecem Guaraqueçaba (81,18%), Doutor Ulysses (79,91%), Cerro Azul (79,26%) e Barra do Jacaré (76,67%). Com exceção de Guaraqueçaba, no Litoral, todas as outras cidades ficam nas três regiões mais pobres do Estado: Centro-Sul, Vale do Ribeira e Norte Pioneiro. (C.F.)





