Brasília, 16 (AE) - O déficit de transações correntes (balança comercial mais serviços) recuou para US$ 2,212 bilhões em novembro, contra US$ 2,713 bilhões em novembro do ano passado e US$ 2,394 bilhões em outubro deste ano. As informações estão sendo divulgadas hoje pelo Departamento Econômico do Banco Central (Depec). De janeiro a novembro, no acumulado do ano, o déficit em transações correntes chegou a US$ 21,411 bilhões, ou 4,21% do PIB, melhorando substancialmente em relação ao mesmo período do ano passado, quando o déficit estava em US$ 30,016 bilhões.
Até o outubro deste ano, o déficit em conta corrente estava em US$ 19,199 bilhões, ou
4,18% do PIB. O déficit acumulado em 12 meses até novembro foi de US$ 25,026 bilhões, contra US$ 25,527 bilhões nos 12 meses terminados em outubro.
Investimento externo - Os investimentos estrangeiros diretos líquidos em novembro chegaram a US$ 2,281 bilhões, contra US$ 2,120 bilhões em outubro. No acumulado de janeiro a novembro, os investimentos estrangeiros diretos totalizaram US$ 27,108 bilhões. Em doze meses encerrados em novembro, o volume é de US$ 29,791 bilhões. Os investimentos até novembro são suficientes para financiar a totalidade de déficit em transações correntes no mesmo período, que está em US$ 21,411 bilhões.
Anexos I a IV- Os investimentos estrangeiros líquidos nos Anexos I a IV, que incluem as entradas para as bolsas de valores
chegaram a US$ 53 milhões em novembro, com ingresso de US$711 milhões e remessa de US$ 658 milhões. De janeiro a novembro, estes investimentos chegaram a US$ 1,662 bilhão, contra uma saída líquida de US$ 699 milhões de janeiro a novembro de 98.
Câmbio contratado - O fluxo cambial contratado em novembro foi de US$ 485 milhões negativos. De janeiro a novembro
o fluxo total é negativo em US$ 7,656 bilhões. De janeiro a novembro do ano passado, o saldo total do câmbio contratado foi positivo em US$ 13,587 bilhões. Estes números não incluem a conta de não residentes, a CC5.
Despesas - As despesas líquidas com serviços aumentaram 2 9% em novembro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando US$ 1,824 bilhões, contra US$ 1,773 bilhão. De acordo com nota do Banco Central, as despesas líquidas com serviços aumentaram no período em função das maiores despesas de juros, que, segundo o BC, foram compensadas pela redução de gastos com serviços não relativos a fatores de produção e pela diminuição das remessas de lucros e dividendos ao exterior.
As despesas com juros em novembro chegaram a US$ 1,122 bilhão, contra US$ 759 milhões em novembro do ano passado, apresentando crescimento de US$ 363 milhões.
No acumulado de janeiro a novembro, as despesas líquidas com juros foram de US$ 13,574 bilhões. Os lucros e dividendos registraram em novembro remessas líquidas ao exterior de US$ 206 milhões, apresentando queda de 45,2% em relação ao mesmo período de 98.

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