Deficit de agentes chega a 1,5 mil, diz sindicato
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terça-feira, 08 de novembro de 2011
Vítor Ogawa<BR>Reportagem Local 
Londrina - O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), José Roberto Neves, declarou ontem em uma assembleia realizada em Londrina que o Paraná precisa contratar emergencialmente cerca de 1,5 mil agentes penitenciários. Segundo Neves, atualmente o Paraná possui 3,2 mil agentes penitenciários para cuidar de uma população carcerária de aproximadamente 14 mil presos.
Ele adverte, entretanto, que existem vários condenados pela Justiça que ainda estão em celas de carceragem em distritos policiais e que se eles fossem transferidos para o sistema penitenciário, seriam necessário pelo menos o dobro de agentes do que o Paraná possui hoje. '' O governo precisa contratar mais agentes penitenciários e construir mais presídios para absorver todos os presos'', afirma o sindicalista.
Em contrapartida, o diretor do Departamento Penitenciário do Paraná, Maurício Kuehne, que esteve ontem em Londrina para participar de uma audiência pública que discutiu o Plano Diretor de Segurança Pública, contestou os números
do sindicato. '' Atualmente o Etado possui 3,3 mil agentes penitenciários e o déficit de pessoal é de apenas 250 funcionários'', disse, informando que já existe a previsão de contratação de 423 agentes penitenciários pelo processo seletivo simplificado (PSS) até o final de novembro.
Kuehne afirma que as contratações emergenciais pelo PSS serão apenas um paliativo. Ele adianta que serão realizados concursos para agentes de custódia - uma categoria nova de funcionários que teriam menos atribuições que um agente penitenciário.
O diretor afirma que 900 deles seriam contratados pelo PSS, o que ajudaria a solucionar o problema de falta de pessoal. Segundo o diretor do Depen, a proporção de presos por agentes está em cinco por um, números que ele considera dentro do aceitável.
Entre as medidas do governo, Kuehne afirma que se pretende verificar a possibilidade de '' O processo de avaliação já está em andamento e engenheiros visitarão as unidades prisionais para ver a possibilidade de adaptação para que possam abrigar mais pessoas'', declara.
Esta é uma outra medida que assusta o vice-presidente do Sidarspen, Antony Johnson. Para ele, não existe estrutura para absorver um aumento de 40% da população carcerária. '' Vai faltar água, o esgoto também não conseguirá atender a demanda, faltam agentes penitenciários e esse aumento sobrecarregará os médicos, assistentes sociais e outros profissionais que atuam nos presídios'', expõe.
O coordenador do Centro de Direitos Humanos, Carlos Henrique Santana, comparou a situação dos presídios com um copo de água. '' O copo possui uma capacidade limitada e se adicionarmos além de sua capacidade, a água derramará'', simplifica.


