Deficientes somam 14,5% da população
Curitiba - A pesquisa mostrou ainda que cerca de 14,5% da população brasileira possui algum tipo de deficiência ou limitação. A grande maioria tem problemas visuais (48%). Dos 16,5 milhões de brasileiros com problemas visuais, 159,8 mil são incapazes de enxergar. A maior concentração de deficientes visuais está nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Talvez até por uma questão cultural. Elas usam poucos óculos, explicou a técnica Alícia Bercovich. A deficiência motora atinge 22,9% dos pesquisados e a auditiva, 16,7%.
A boa notícia ficou por conta da educação. De acordo com os dados tabulados, o brasileiro está tendo maior acesso ao ensino médico. Em 1991, apenas 55,3% dos jovens com idades entre 15 e 17 anos estavam estudando. Em 2000, o índice saltou para 76,8%. Cerca de 79% da população brasileira estuda na rede pública de ensino, a maior parte em cursos de alfabetização de adultos, ensino fundamental e médio e em creches.
As famílias brasileiras melhoraram a renda e começaram a comprar mais. Atualmente, 73% dos brasileiros moram em casas com até duas pessoas dormindo em cada dormitório. Em 79% das casas tem coleta de lixo, 93% tem iluminação pública e 62% tem esgoto sanitário. Os telefones estão presentes em 39,7% dos domicílios. O Distrito Federal é o que mais tem telefone, 74% das residências. No Maranhão e no Piauí, são 16%. Os computadores estão presentes em 18% das casas e as máquinas de lavar em 33%. No caso do telefone, o crescimento foi de 113% em relação a 1991, analisou a técnica Ana Lúcia Sabóia.
A média de filhos da mulher brasileira é de 2,3. Na Região Sul, por exemplo, este índice era de 5,7 filhos por mulher em 1940 e caiu para 2,2 filhos por mulher em 2000. De cada mil mulheres com idades entre 15 e 19 anos, mais de 90 já tiveram filhos. No Norte, o índice chega a 130. A idade média de fecundidade da mulher caiu de 28,9 para 26,3 anos.(L.P.)





