Deficientes físicos cobram inclusão na área de trabalho
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, comemorado ontem, foi marcado em Curitiba por uma manifestação na Praça Santos Andrade com participação de entidades e de escolas especiais. Para o presidente da Associação de Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), Mauro Nardini, o evento demonstra para a sociedade que a pessoa com deficiência ''tem habilidades e capacidades'' e que sua inclusão no mercado de trabalho, por exemplo, depende de vontade política, social e empresarial. ''Ninguém está prestando um favor. Todos nós, como cidadãos, temos direito ao trabalho, à educação, à saúde''.
Para ele, o primeiro passo é a articulação de políticas públicas de inclusão, em especial voltada para a capacitação das pessoas com deficiência para o mercado de trabalho. ''A lei 8.213, que obriga a contratação de pessoas com deficiência, já fez 16 anos mas só de uns três anos para cá que o Ministério Público começou a fiscalizar as empresas'', afirma Nardini.
Outras leis federais e o decreto federal 5.296, de 2004, que regulamenta os novos edifícios e define prazos para a adaptação de antigas construções para receber pessoas com deficiência, caminham ''vagarosamente'', na opinião do presidente da ADFP. ''Não vi muita coisa. Os bancos têm se adequado, mas os condomínios, por exemplo, nem sabem que também precisam se adequar''.
Apenas em Curitiba, segundo a assessoria de imprensa da ADFP, cerca de 15% da população possui algum tipo de deficiência física, mental, visual ou auditiva.
Em Londrina, a data foi marcada por palestras na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Conjunto Ana Rosa, em Cambé com integrantes de três entidades: União dos Deficientes Físicos de Cambé (Unidefi), Associação dos Deficientes Visuais de Londrina e Região (Adevilon) e Apae de Cambé.


