Londrina - Segundo a defesa do fotógrafo e ex-assessor da Casa Civil, Marcelo Caramori, não há motivos para a nova prisão decretada para ele. O acusado também não teria omitido informações ao Ministério Público no acordo de delação premiada. "Essa nova prisão foi um desdobramento da investigação anterior. Não vejo motivo para a prisão preventiva. Ele já estava à disposição da Justiça", disse o advogado Leonardo Vianna. Ele reforçou que o cliente não está envolvido em novos crimes e que também vai pedir a revogação da prisão de Caramori.
Já Rafael Garcia, advogado do delegado da Receita Estadual, José Luiz Favoreto Pereira, informou que ainda será preciso se aprofundar sobre os autos do inquérito para dar mais esclarecimentos sobre as acusações imputadas ao seu cliente. Ele adiantou, contudo, que Favoreto nega que tenha qualquer participação no esquema investigado. "Ele jamais contratou programas", frisou.
Favoreto, Caramori e Santos permaneceram em silêncio enquanto estiveram ontem na sede do Gaeco.

AFASTAMENTO
O policial civil investigado foi afastado imediatamente das funções após a prisão pelo Gaeco, informou o Departamento de Policial Civil do Paraná. Ele passará a responder também a um processo administrativo disciplinar junto à Corregedoria Geral da Polícia Civil. Ao fim deste processo, Santos poderá, inclusive, ser exonerado da Polícia Civil, se for comprovado seu envolvimento e se assim entender o Conselho da Polícia Civil, órgão máximo da instituição e que deverá julgar o caso.
A reportagem da FOLHA não conseguiu entrar em contato ontem com o advogado do policial. (A.L.)

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