Londrina - A desativação do Grupo Tático de Apoio em Motos (Gtam) da Guarda Municipal (GM) de Londrina causou revolta entre os 16 guardas municipais que faziam parte do grupamento. A polêmica repercutiu no plenário da Câmara de Vereadores na tarde de ontem. O presidente associação de guardas municipais de Londrina, Fernando Ferreira das Neves, e o secretário de Defesa Social, Major Raul Vidal, estiveram no plenário da Casa para debater o assunto com os vereadores.
Para Neves, a desativação foi ''uma retaliação do secretário a prisões ocorridas na quarta-feira, de dois traficantes, feitas por guardas municipais em frente a escolas de Londrina''. ''Houve uma ordem verbal há um mês para que não haja abordagem ou prisão, e como houve essas prisões achamos que o secretário usou de retaliação destituindo o grupo'', alegou Neves no plenário da Casa e em entrevista coletiva.
Para os vereadores, o guarda municipal, que fazia parte do grupamento Gtam, alegou que os servidores não querem ser apenas ''parte da paisagem''. ''Queremos fazer segurança, prender, não ficar apenas olhando e vigiando prédios públicos'', salientou, ressaltando que, para isso, também é necessário o armamento da GM.
Vidal disse que concorda com o armamento da GM, mas negou que a extinção da Gtam seja por retaliação. ''Não quero heróis mortos. Eles não possuem armas, radiocomunicadores para alertar a Polícia Militar em caso de emergência. Não vou permitir que meus homens sejam mortos em operações'', rebateu o secretário, que ainda afirmou que os guardas que descumprissem as ordens sofreriam as sanções cabíveis pela corregedoria da Pasta.
Para o major, prisões podem ocorrer em caso de flagrantes, mas os guardas não poderão ''procurar traficantes ou entrar em favelas, pelos menos até o armamento ser feito''. As motos usadas pela Gtam serão redistribuídas pelos outros grupamentos da GM e usadas para operações táticas e serviços de ronda aos prédios públicos.
Ainda segundo o secretário, deverá haver uma conversa com o governador Beto Richa na próxima semana sobre o armamento da GM. ''Desde que eu entrei na secretaria procuro resolver essa questão do curso de armamento dos guardas. Até lá os guardas farão rondas em prédios públicos'', finalizou.

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