Londrina - Um dos eixos do programa Crack, é Possível Vencer é centrado na segurança e envolve duas ações específicas. A primeira delas refere-se ao policiamento ostensivo e de proximidade, também denominado comunitário, com uso de tecnologias de menor potencial ofensivo nas áreas de concentração de uso de drogas, articuladas com as secretarias de Saúde e Assistência Social. Em Londrina, esse trabalho será desenvolvido pela Guarda Municipal, com apoio da Polícia Militar. O outro foco é nas ações para diminuição da presença do crack na sociedade, buscando a desconstrução da rede de narcotráfico, com atuação integrada das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar no combate ao tráfico e repressão a traficantes, segundo consta na página oficial do programa federal na internet.
O membro do comitê gestor do programa no Município e gerente administrativo da Secretaria de Defesa Social, Marco Aurélio Pavan, disse que no ano passado 40 guardas e 40 policiais militares participaram do curso de capacitação de polícia comunitária, com carga horária de 160 horas. Agora, a pasta está no aguardo da entrega dos equipamentos e utilitários que serão fornecidos pelo Ministério da Justiça.
Segundo Pavan, serão enviadas quatro viaturas, dois ônibus, quatro motocicletas, 100 armas de choque, 300 frascos com spray de pimenta e 40 câmeras de videomonitoramento para a utilização nas rondas e vigilância dos pontos mais usados pelos usuários da droga. A previsão de entrega é até agosto. "O programa é feito por etapas. Primeiro houve a capacitação de parte do nosso efetivo. Estamos preparando a base agora para que todos estejam capacitados para esse tipo de trabalho", afirma. Em relação à abordagem aos usuários nas ruas, o gestor disse que houve um trabalho de sensibilização entre os agentes com profissionais da saúde e da assistência social "para que eles entendessem a situação do usuário e tratá-los como doentes e não apenas infratores da lei."
Pavan lembrou que a ação da polícia comunitária visa buscar uma maior aproximação com a comunidade, o que implica num conceito de abordagem oposto ao da repressão. "O policiamento comunitário não é ostensivo, mas de proximidade, em que você tem uma aproximação maior com comunidade. É um acesso diferente. A comunidade passa e enxergar os policiais como aliados nas políticas de repressão ao crime", explica.(D.P.)

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