Curitiba - A defesa da médica Virgínia Soares de Souza Marcelino, chefe da UTI geral do Hospital Evangélico, em Curitiba, acusada de homicídio qualificado, acredita que o inquérito sobre a investigação, instaurado pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), não vai se sustentar.
"Não tem homicídio porque não tem defunto. Não vai ter ação penal porque não tem como comprovar o crime, não há prova material. A polícia deflagrou este estopim e acabou gerando uma insegurança pública", disse o advogado Elias Mattar Assad, que defende Virgínia.
Além do advogado, o filho da médica e ex-companheiros de trabalho do Evangélico destacaram "a conduta ética e profissional" da suspeita. "Todas as pessoas que morreram na UTI morreram por causa daquilo que está declarado no atestado de óbito. A teoria, a tese da defesa hoje não é inocência. É muito confuso, a acusação está numa área cinzenta. A polícia não está conseguindo provar a existência de fato criminoso. Exibiram algum cadáver? Desafio a polícia a trazer uma causa de óbito diferente daquela que foi declarada", ressaltou o advogado.
Leonardo Prisco de Souza Marcelino, filho de Virgínia, reconhece que a relação da profissional com os funcionários não era das melhores, mas que isso nunca afetou o trabalho. "Há anos vejo minha mãe trabalhando todos os dias em razão de cuidado com os pacientes. Com o passar dos anos, por ter um temperamento forte, criou várias inimizades dentro do hospital. E poderia ser acusada de várias coisas neste sentido, mas não de falta de compromisso com os pacientes. Isso é um absurdo. O processo tem motivos pessoais e não médicos'', destacou.
A assessoria da Polícia Civil informou que não vai se manifestar sobre as declarações enquanto o inquérito não for concluído.

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