Curitiba - O juiz da 2 Vara Criminal Federal de Curitiba, Sérgio Moro, atendeu, ontem, o pedido da defesa dos advogados Michel Saliba Oliveira, Sílvio Carlos Cavagnari, José Lagana e João Bosco de Souza Coutinho, de direito à prisão especial. A petição foi encaminhada à Vara de Execuções Penais (VEP), que é o órgão que decide sobre a transferência de presos para o Sistema Penitenciário.
Eles foram presos na última terça-feira sob suspeita de participação em um esquema de fraudes contra a Petrobras e Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás). Os quatro e mais dois suspeitos João Marciano Odppis e Paulo Sampaio estão detidos em uma cela da Superintendência da Polícia Federal (PF), separados dos demais presos.
O defensor de três dos advogados, Cláudio Dalledone Júnior, disse que a ''sugestão'' de Moro foi de que os advogados fossem transferidos para o Centro de Observação e Triagem (COT), que fica junto da Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba. Sabendo disso, Dalledone protocolou pedido tanto na Justiça Federal como na VEP para que a transferência não acontecesse. Ele entende que o local não dispõe de celas especiais prerrogativa de presos com curso superior.
A expectativa era de que os advogados fossem transferidos na tarde de ontem, o que não aconteceu. Dallodene quer que seus clientes sejam levados ou para o Batalhão de Guarda da Polícia Militar (PM), ou para o Comando Geral da PM ou para o Batalhão do Corpo de Bombeiros. Para evitar o assédio da imprensa, o advogado também protocolou na PF, no final da tarde, um pedido da preservação da imagem de seus clientes.(Colaborou Maigue Gueths).

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