RIO - A defesa de Paula Thomaz decidiu pedir a anulação do julgamento em caso de condenação. Os advogados Carlos Eduardo Machado e Augusto Thompson apresentaram na abertura do júri três razões que, segundo eles, legitimam a anulação. Machado disse que o promotor Maurício Assayag não poderia participar do julgamento por trabalhar no Tribunal do Júri de Niterói. ‘‘Na Justiça brasileira, é feito sorteio para saber para onde vai o processo. Juiz e promotor são, portanto, sorteados, não são indicados.
Aqui, o promotor foi designado. Ele é promotor em Niterói, o que está fazendo aqui? Isso é inconstitucional’’, disse Thompson.
A defesa também pedirá a nulidade do julgamento, se houver condenação, por não terem sido anexados ao processo documentos com informações sobre os telefonemas mantidos pela testemunha Hugo da Silveira no final de dezembro de 1992 e início de janeiro de 93.
A quebra do sigilo telefônico foi autorizada pelo juiz José Geraldo Antônio há dez meses. Até ontem as informações não chegaram, disse Machado, que quer mostrar a existência de supostos telefonemas trocados entre Silveira e Glória Perez.
A terceira razão alegada pela defesa para pedir a anulação é o fato de não constar no processo cópias de inquéritos criminais em que o inspetor Nélio Machado, da Polícia Civil, é acusado por suposto enriquecimento ilícito. Machado afirma ter ouvido Paula confessar o crime.

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