São Paulo, 30 (AE) - A defesa da vereadora Maeli Vergniano (sem partido) deve usar o depoimento do motorista Antônio Geraldo dos Santos, o Toninho da Vega, para tentar convencer os vereadores a votar contra a cassação. Na declaração
ele diz nunca ter dirigido carros da Vega nem prestado serviços particulares a ela.
O depoimento tem data de 19 de agosto, mas só foi repassado à Comissão Processante em cima da hora, na quinta-feira, véspera da entrega do relatório favorável à cassação de Maeli. Segundo integrantes da comissão, presidida pela tucana Ana Maria Quadros, o documento, enviado às pressas, foi uma tentativa de protelar a cassação.
Toninho era contratado pela Vega, mas, em vez de usar o veículo para fiscalizar a coleta de lixo na regional de Pirituba
utilizava-o para levar os filhos de Maeli ao colégio. Apesar de anexado aos autos, o depoimento não foi avaliado, sob a alegação de falta de tempo. Além disso, nenhuma parte do parecer favorável à cassação baseia-se nas declarações de Toninho.
A defesa também pode questionar a falta do exame grafotécnico que requisitou nas planilhas dos funcionários da Câmara. "Costuma-se demorar 30 dias para fazer o exame", justificou Ana Maria. "Extrapolaríamos nosso prazo e isso é inaceitável."

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