O advogado de defesa João Augusto Clemente Junior, que faz a defesa da professora do Centro de Educação Infantil João Paulo II, de Astorga (Região Metropolitana de Maringá), contestou a denúncia de tortura contra uma aluna a qual sua cliente responde e criticou a decisão da juíza Paula Andréa Samuel de Oliveira Monteiro, que determinou a prisão preventiva da professora. "Quanto aos fatos narrados na denúncia, não concordo com nada com o que foi exposto. A defesa nos autos provam que ela é totalmente inocente em relação à tortura", destacou o advogado.

Sua cliente teve a prisão preventiva decretada pela juíza Monteiro na tarde de quinta-feira (27), após registros de ocorrência na delegacia da Polícia Civil de Astorga em abril deste ano, de maus tratos contra uma de suas alunas. Segundo o advogado, há uma desavença pessoal entre as denunciantes e a professora. Na época em que foi denunciada, a acusada negou que torturava os alunos e que a acusação foi forjada por causa de preconceito racial.

A professora passou a ser investigadas pelo MP (Ministério Público) e pela administração municipal e foi suspensa de suas funções. "Ela não está sabendo do mandado de prisão. Foram na casa dela e não a encontraram. Já faz uns dias que estou sem contato com ela", declarou o advogado.
O promotor de Justiça, Lucilio de Held, ressaltou que foram constatados seis fatos envolvendo três crianças.

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