Santiago, 17 (AE-AP) - A defesa do general Augusto Pinochet adiou para 26 de abril o início do processo de suspensão de sua imunidade como senador vitalício. O ex-ditador chileno é acusado de encobrir o sequestro de 19 opositores desaparecidos que em 1973 participaram da "caravana da morte", mas, como senador vitalício, o general não poderá ser julgado enquanto o Tribunal de Apelações não suspender sua imunidade.
O processo, que deveria ter início na quarta-feira, 19, já sofreu o atraso de uma semana quando um dos advogados das vítimas usou de igual direito para adiar a vista do processo.
Pinochet foi vinculado à "caravana da morte", integrada por oficiais do Exército que percorreram várias cidades promovendo julgamentos sumários, com saldo de 72 execuções. Como os corpos de 19 deles estão desaparecidos até hoje, o processo continua aberto, porque o delito de sequestro não prescreve nem é passível de anistia.
O juiz Juan Guzmán, que investiga os caso da "caravana", tem em suas mãos outras 83 queixas-crime contra Pinochet, a última das quais pelo desaparecimento de um médico equatoriano.
Os queixosos tentam suspender a imunidade do ex-ditador para poder julgá-lo, enquanto a defesa tenta livrá-lo do processo alegando que a deterioração mental sofrida pelo general não lhe permite enfrentar um processo.

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