O advogado Marcelo Aparecido Camargo pediu nesta terça-feira (30) à 1ª Vara Criminal de Londrina a transferência do guarda municipal Fernando Ferreira das Neves da PEL 2 (Penitenciária Estadual), na saída para o distrito de Maravilha, zona sul. Ele é acusado de envolvimento na morte do estudante Matheus Evangelista em 11 de março deste ano. De acordo com a Polícia Civil, o jovem foi assassinado durante uma abordagem da GM no jardim Porto Seguro, região norte, onde participava de uma festa com amigos.

Imagem ilustrativa da imagem Defesa de guarda acusado de matar jovem pede transferência de cadeia
| Foto: Núcleo de Comunicação/Prefeitura de Londrina


Os agentes Michael de Souza Garcia e João Victor Goés Arruda foram investigados no mesmo inquérito, mas apenas o primeiro permanece detido. O segundo foi denunciado por fraude processual pelo Ministério Público, delito que, conforme o Código Penal estabelece, permite um acordo judicial para suspensão da ação.

A defesa de Neves sugeriu que o réu aguarde o possível júri popular - decisão ainda não tomada pela Justiça - em um dos destacamentos da Guarda Municipal, onde "ficaria de forma segura". Foi solicitado o mesmo benefício dado a Michael Garcia, que está preso em uma unidade do Corpo de Bombeiros. O advogado Camargo lembrou na petição que transferências foram autorizadas ao quartel da avenida Saul Elkind, do jardim Tokio, à 4ª Companhia Independente e o 5ª Batalhão da Polícia Militar, mas todos recusaram receber o acusado.

Camargo citou o provável suicídio do ex-guarda Ricardo Leandro Felippe na PEL 2 como fator que aumentaria o risco da permanência de Neves. O pedido foi encaminhado ao secretário municipal de Defesa Social, Evaristo Kuceki, e à direção da penitenciária.

Relembre o caso

Os três guardas alegam que Matheus estava baleado quando chegaram para atender uma ocorrência de perturbação de sossego no jardim Porto Seguro, já que teriam sido chamados por moradores incomodados com o barulho. Amigos do rapaz ouvidos pela Polícia Civil desmentiram essa versão.

Os envolvidos respondem um processo administrativo disciplinar na Corregedoria da GM.

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