Londrina – O advogado Mateus Vergara, que defende o ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina, Marcos Colli, no processo que o acusa de estupro de vulnerável, afirmou que ainda não foi notificado oficialmente sobre a decisão da Justiça que não acatou o pedido da defesa para unificar os inquéritos policiais contra o ex-presidente do Partido Verde (PV).
Apesar disso, ele deve recorrer. "No caso do Mensalão, onde eram vários crimes, locais e réus, o Supremo Tribunal Federal (STF) não permitiu que os processos fossem desmembrados e neste caso específico do Colli, onde há apenas um réu, um local e um corpo de delito (o HD do computador apreendido), a Justiça não aceita a unificação. Estamos estudando para recorrer", argumentou.
A solicitação da unificação dos inquéritos foi negada pela juíza substituta da 6ª Vara Criminal de Londrina, Débora Pena.
Vergara ressaltou que ainda não apresentou a defesa no processo que corre na 6ª Vara Criminal, mas que o fará dentro do prazo processual, que é de dez dias. A defesa também não fez nenhum pedido de relaxamento de prisão. Quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra Colli.
Marcos Colli está preso desde 20 de maio e ocupa uma cela especial no 5º Batalhão da Policia Militar. Além da acusação de estupro de vulnerável, ele é acusado de fotografar e filmar crianças e adolescentes em poses sexuais e pornográficas. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) já formalizou três inquéritos contra Colli e trabalha na fase de investigação de outros dois.
Mateus Vergara informou que tem visitado seu cliente com frequência e que Colli está bastante debilitado fisicamente. A defesa entende que o acusado sofre de um "transtorno mental severo" e isso será usado no processo. "Esta é uma realidade clara. O Marcos Colli é uma pessoa doente", frisou o advogado. "Estamos buscando uma junta médica que vai comprovar esta situação."

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