Curitiba - Acusação e defesa de Beatriz Abagge, que foi considerada culpada pela morte de Evandro Ramos Caetano, aos 6 anos de idade, em Guaratuba (Litoral), em abril de 1992, estão recorrendo à Justiça para mudar o resultado do julgamento, realizado nos dias 28 e 29 de maio no 2º Tribunal do Júri de Curitiba.
Beatriz foi condenada a 21 anos e quatro meses de reclusão, pena a ser cumprida em regime semiaberto, uma vez que ela já cumpriu mais de um sexto da pena em prisão. Enquanto o Ministério Público do Paraná (MP) busca aumentar a pena e, com isso, garantir que ela seja detida em regime fechado, o advogado de defesa pede a anulação do julgamento.
O Ministério Público do Paraná (MP) apresentou ontem recurso contra a decisão do Juízo da 2 Vara do Júri de Curitiba. O MP busca aumentar a pena fixada e alterar o regime inicial de cumprimento de pena para o fechado. A Promotoria de Justiça afirma que a pena cumprida anteriormente em prisão provisória por Beatriz não poderia ter sido considerada, e que o juiz não poderia diminuir a pena em virtude de confissão da ré. O MP contesta, ainda, o aumento de apenas um ano para cada circunstância qualificadora do crime reconhecida pelos jurados, no caso o uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Já o criminalista Adel El Tasse, advogado de Beatriz, entregou anteontem recurso ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), no qual solicita que a decisão tomada pelo júri seja anulada. As principais justificativas são a mudança do julgamento para Curitiba - o primeiro em 1998 foi em São José dos Pinhais -, a negativa do juiz aos pedidos de exumação do corpo feitos pela defesa e o não acesso da defesa a algumas testemunhas.
Os promotores de Justiça que atuaram no caso, Lucia Inez Giacomitti Andrich e Paulo Sergio Markowicz de Lima, afirmam ter absoluta confiança de que o julgamento não será anulado.

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