O coordenador executivo de Proteção e Defesa Civil do Paraná, tenente-coronel Edmílson de Barros, argumenta que, na maioria dos casos, a demora em receber os recursos se dá pelo preenchimento incorreto ou impreciso da documentação exigida. Para ele, os municípios, principalmente os que não enfrentam desastres naturais com frequência, ainda têm dificuldades com a papelada. "Não é um processo simples, por isso disponibilizamos cursos gratuitos aqui em Curitiba. Então, não tem desculpas."
"Os estragos precisam ser ricamente detalhados, assim como o plano de recuperação. Não é só constar que precisa de um nova ponte. É preciso detalhar metragem, materiais, por exemplo", ensina. Barros pondera que os municípios que não receberam verba diretamente do MIN foram assistidos pela verba destinada ao Estado. "Este ano, orientamos os próprios municípios a enviarem seus Planos de Trabalho para agilizar o processo." No caso dos 35 municípios afetados pelas chuvas de janeiro deste ano, o prazo para enviar toda a documentação à União venceu às 17 horas de ontem.
O Ministério da Integração Nacional (MIN) também reforça que as ações de socorro e assistência necessitam da apresentação do Plano Detalhado de Resposta (PDR), mesmo que o solicitante já tenha recebido apoio federal. No caso das solicitações para reconstrução de infraestrutura pública, devem ser apresentados o Plano de Trabalho e o Relatório de Diagnóstico à equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).(C.F.)

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