Defesa Civil interdita dois imóveis em Londrina
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Defesa Civil interditou dois imóveis em Londrina em função das chuvas da última semana. Segundo o engenheiro civil Heleno Solano Rabello, da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), que fez a vistoria, a Associação Faça uma Criança Feliz, no Jardim Paraíso (Zona Norte), e a Escola Estadual Professor Dea Alvarenga, no Jardim São Francisco (Zona Oeste) apresentaram trincas e permanecerão, respectivamente, parcial e totalmente interditadas até que as obras de reparo sejam realizadas.
Segundo a secretária da Associação Criança Feliz, Andréa Batista, 110 crianças deixaram de ter atendimento no centro de convivência em função da interdição do imóvel. Ela afirma que a chuva provocou várias rachaduras e infiltrações. ''A água minava pelas paredes'', declarou. Ela afirmou que outro imóvel em que a Associação realiza projetos, localizado no Conjunto José Giordano, também foi atingido pelas chuva. ''Lá nós temos 90 alunos que ficaram sem aulas'', relatou.
''A gente vai tentar levantar recursos com empresários para executar as reformas, porque não temos dinheiro suficiente para o conserto'', relatou a presidente Valdete Pires.
A interdição mexeu com a rotina dos pais das crianças. Érica Lucia do Nascimento passou a ficar o dia todo com o filho em casa. ''Sorte que eu deixei o trabalho recentemente, senão não teria onde deixá-lo'', disse.
Mas não são todos que tem essa condição. ''Meu sobrinho está em casa. Os pais dele trabalham o dia todo e estou ajudando como posso'', disse a dona de casa Rosely Ferreira da Cruz.
Rabello afirmou que o tipo de solo londrinense não suporta tamanho volume de água, como a da chuva da semana passada, e isso faz com que em determinados pontos o solo ceda e resulte nessas trincas e rachaduras. Ele afirma que foram realizados proximadamente 50 vistorias das 200 solicitções que a Defesa Civil recebeu. Ele estima que as vistorias terminarão em cerca de dez dias, mas afirma que isso depende do volume de trabalho que surgir.
Sobre a situação da Escola Estadual Professor Dea Alvarenga, a chefe do Núcleo Regional de Educação de Londrina, Lúcia Cortez, relatou que o problema ficou restrito a apenas uma sala que é utilizada como depósito e que a interdição não atrapalhará o andamento das aulas. O imóvel foi interditado apenas parcialmente e depende de recursos emergenciais para a realização dos reparos. Lúcia afirmou que está levantando a documentação para encaminhar ao processo de requisição dessas verbas.(Colaborou Danilo Marconi)


