Brasília – Enquanto o sistema de prevenção e alerta de desastres naturais não estiver pronto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse hoje (20) que as defesas civis municipais devem montar planos de emergência para lidar com situações de crise, como inundações, deslizamentos de terra ou secas extremas.

"As defesas civis dos municípios têm de discutir um plano de contingência e buscar orientar a população em situações de crise com os recursos que têm. Os dados meteorológicos estão disponíveis na internet. As defesas civis já podem pensar suas iniciativas ", declarou Mercadante.

Ele reafirmou que o sistema nacional de prevenção deve estar em pleno funcionamento em quatro anos. Segundo o ministro, o modelo permitirá às autoridades saber a ocorrência de chuvas fortes, por exemplo, com antecedência de seis horas.

Para montar o sistema, o ministro estima a compra de 15 radares, sirenes de alerta e outros equipamentos, além do treinamento da população para situações de desastres naturais.

Mercadante informou que vai se reunir hoje com representantes de outras pastas do governo federal para avaliar os custos do sistema.

Rio
O último boletim da Defesa Civil estadual, liberado às 11h de hoje (20), apontou um total de 765 mortos na região serrana do Rio por causa das chuvas. O município com maior número de óbitos é Nova Friburgo, com 357, seguido por Teresópolis, 323, Petrópolis, 64, e Sumidouro, 21.

O total de pessoas fora de suas residências é de 13.830, sendo 7.780 desalojados (que estão em casa de amigos ou parentes) e 6.050 desabrigados (que perderam suas casas e estão em abrigos).
Petrópolis registra 3,6 mil desalojados e 2,8 mil desabrigados. Nova Friburgo tem 3.220 desalojados e 1.970 desabrigados, e Teresópolis, 960 desalojados e 1.280 desabrigados.

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