São Paulo - A equipe de investigação contratada pela defesa do goleiro Bruno Fernandes, suspenso do Flamengo, investiga denúncia de que os documentos de Eliza Samudio, 25, ex-amante do jogador, podem ter sido usados em compras realizadas no Rio após da data do seu desaparecimento. A jovem foi vista pela última vez no início de junho.
A denúncia aponta que o CPF de Eliza foi usado em compras feitas em uma livraria, floricultura e em um bar do Rio, entre os dias 10 e 12 de junho. Ainda não há informações de como foram feitos esses pagamentos.
Ontem, o Tribunal do Júri de Contagem (MG) autorizou a quebra do sigilo telefônico de cinco suspeitos de estarem envolvidos no desaparecimento da jovem.
São eles, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola), Elenilson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Flávio Caetano de Araújo e do adolescente de 17 anos (primo de Bruno).
A Justiça também recebeu dos advogados Érico Quaresma e sua mulher, Claudineia Calabund, pedidos de habeas corpus para o goleiro e mais seis suspeitos.
Suspeita
A delegada da Divisão de Homicídios de Minas Gerais, Alessandra Wilke, informou ontem que vai intimar para depor Fernanda Gomes de Castro, suposta amante do goleiro Bruno. A jovem foi citada pelo adolescente envolvido no desaparecimento. Ele contou ontem que uma mulher loira cuidou do filho de Eliza no Rio de Janeiro, antes de a vítima ser levada para Minas Gerais, mas não citou o nome da mulher.
Como as características físicas são parecidas e Bruno foi visto saindo de sua casa com o carro de Fernanda, a polícia irá investigar seu suposto envolvimento no caso. Além disso, a polícia encontrou fotos dela ao lado de Bruno, no sítio do goleiro.

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