Defesa alega que furos na barriga de mulher que caiu de prédio seriam de cirurgia
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segunda-feira, 25 de junho de 2018
Isabela Fleischmann - Reportagem Local 
A Delegacia da Mulher investiga o caso de Olga Aparecida dos Santos, 51, encontrada morta após queda de prédio da região central de Londrina neste domingo (24). A investigação da Polícia Civil paira sob suspeita de feminicídio, na qual o marido de Olga, Luiz Garcia, 65, teria a esfaqueado e a atirado do apartamento. Além de Luiz, três membros da família do esposo foram autuados e estão presos em diferentes unidades policiais na cidade: Amaury Garcia e Antônia Garcia, irmãos de Luiz, e Cléverson Garcia, filho de Amaury. Os advogados responsáveis pela defesa da família, Marcelo Gaya e Carlos Lamerato, afirmam que ainda não tiveram acesso à perícia, mas que os Garcia "não tiveram participação nem coautoria neste episódio" e que eles estavam no apartamento "para auxiliar" em meio à briga do casal.
Os advogados ainda afirmaram que estão tomando providências oportunas de pedidos de liberdade para os réus. O corpo de Olga foi encontrado com ferimentos de faca, de acordo com a Delegacia da Mulher. Para a defesa, tais ferimentos podem ter sidos causados por cirurgia bariátrica de Olga na última quinta-feira (21). "Estamos tentando contato com o médico que fez a cirurgia de Dona Olga dias antes da fatalidade", afirmou Lamerato. "Foi uma vídeolaparoscopia com vários furos, não sabemos ao certo se com a queda essas lesões parecem ser feitas por um elemento cortante", expôs.
Para o advogado, mesmo que o casal tenha brigado antes do incidente, Luiz não proferiu qualquer tipo de agressão. Os advogados alegam que estão tomando providências oportunas de pedidos de liberdade para os réus. A audiência de custódia do caso será nesta terça-feira (26).


