Defesa acusa falta de provas e parcialidade
A reportagem teve acesso ao texto com as alegações finais da defesa de Juarez Ferreira Pinto, protocolado no Fórum de Matinhos na última quinta-feira. A tese dos advogados se baseia em quatro pontos: a imparcialidade do juiz Rafael Kanayama; a competência do Tribunal do Júri para o caso; a fragilidade do testemunho da vítima e a falta de evidências de que se trataria de um latrocínio.
Sobre a parcialidade de Kanayama, que julgou a audiência de instrução e qualificou o crime como latrocínio, coordenada pelo advogado Nilton Ribeiro de Souza, a defesa argumenta que o juiz desconsiderou o segundo suspeito, Paulo Delci Unfried, que responde a cinco inquéritos, inclusive por estupro e latrocínio. Os advogados também alegam que o magistrado se negou a ouvir uma testemunha. Ainda sobre a instrução, eles questionam a apresentação de uma nova prova pela acusação sem abrir nova vista à defesa.
A defesa argumenta que o caso deveria ir a júri popular. ''A competência do Tribunal Popular é absoluta, inclusive para dizer se há ou não crime contra a vida''. Em grande parte da argumentação, os advogados questionam a atuação dos investigadores, inclusive quanto ao método utilizado no reconhecimento de suspeitos. ''(...) cabe a impugnação ao suposto reconhecimento do acusado, pois totalmente tendencioso e contrário aos preceitos estabelecidos no Código de Processo Penal, tratando-se de prova ilegitíma, nulificando a prova e as provas decorrentes desta''.
A defesa questiona a utilização de fotografias impressas em folhas de sulfite levadas a Monik quando ela ainda estava hospitalizada e a afirmação da vítima de que teria olhado o rosto do agressor por um curto período de tempo. Na conclusão, pede a absolvição de Pinto de todas as acusações e sua soltura imediata. Ele está preso desde 17 de fevereiro (M.R.M.).





