Defensoria inicia novo mutirão carcerário
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quinta-feira, 08 de agosto de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A Defensoria Pública do Paraná iniciou ontem pelo 4º Distrito Policial (DP) um novo mutirão carcerário em Londrina. O objetivo é diminuir a superlotação e evitar que o sistema chegue a um colapso. O trabalho, que deve durar dez dias, também será feito no 3º e 5º DPs e nos Centros de Socioeducação (Censes) 1 e 2.
A Defensoria Pública já havia anunciado que os mutirões seriam permanentes na cidade. O último aconteceu em junho quando foram solicitados 73 pedidos de liberdade provisória (metade já foi concedida) e transferidos 54 presos dos DPs para o sistema prisional. Outros sete detentos que estavam com doenças graves também foram transferidos para penitenciários.
Apesar do mutirão, a situação das delegacias de Londrina continua caótica. Ontem o 4º DP abrigava 118 presos e o 5º, 111. A capacidade é para 24 detentos cada. O 3º, com capacidade para 37, abrigava 67 mulheres ontem.
"Vamos analisar a listagem do primeiro mutirão e conversar agora com os presos que chegaram depois. O objetivo é interagir com o Poder Judiciário para que seja feita a remoção de quem tem direito e a liberação daqueles que podem responder em liberdade", frisou o corregedor da Defensoria, Sergio Parigot de Souza. "Essas pessoas precisam ter um tratamento digno e acesso à Justiça."
Para o delegado do 4º DP, Ernandes Cezar Alves, o número de presos muito acima da capacidade exige um trabalho dobrado para administrar e controlar os ânimos dos detentos. "Quando há muita gente dentro da cadeia acontecem manifestações dos presos em não deixar entrar mais ninguém. Temos que administrar isso e pedir remoções. Com a situação que estamos hoje é necessário, no mínimo, 15 remoções imediatas", alertou. Somente ontem, a delegacia recebeu quatros novos presos.
"A situação dos distritos policiais de Londrina é crítica. Houve um desafogamento, mas já voltou ao limite novamente. Por isso é necessária uma ação da Defensoria", apontou Parigot de Souza. O mutirão carcerário terá apoio de assessores jurídicos da Defensoria Pública e de advogados voluntários indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


