Defensoria busca ajudar familiares
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terça-feira, 26 de agosto de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Cascavel - A Defensoria Pública do Paraná designou quatro defensores, que se juntaram aos dois que atuam em Cascavel, para acompanharem a rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), que terminou na madrugada de ontem. Os defensores fizeram uma vistoria na unidade na manhã de ontem e puderam constatar o cenário de completa destruição.
"O objetivo é dar um alento às famílias que estão desesperadas, já que muitas ainda não sabem para onde os presos foram transferidos. Estamos aguardando essas confirmações e a partir disso os nossos defensores nestes locais farão o acompanhamentos dos detentos", explicou o defensor público, Eduardo Abraão.
Muitos familiares ficaram durante todo o dia em frente à penitenciária em busca de informações sobre o paradeiro dos transferidos. Por conta própria, parentes relataram à FOLHA que chegaram a ligar em várias outras unidades prisionais do Estado na tentativa de localizar os detentos.
Sobre a possibilidade do desaparecimento ou morte de outros presos, Abraão acredita que isso não irá se confirmar. "Não podemos descartar, mas é uma possibilidade que está perdendo força já que grande parte do presídio já foi vistoriada", informou.
Eduardo Abraão garantiu que a Defensoria Pública prestava assistência jurídica aos presos da PEC, mas reconheceu que a estrutura do órgão é insuficiente. "São apenas dois defensores para atender os presos desta unidade e das demais da cidade. O trabalho fica limitado e prejudicado. Teríamos que ter pelo menos quatro defensores para atender apenas as execuções penais", frisou.


