Defensoria anuncia novo mutirão carcerário
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quinta-feira, 01 de agosto de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A Defensoria Pública do Paraná promete realizar novo mutirão carcerário neste mês em Londrina, 60 dias depois de analisar a documentação de centenas de detentos e colocar em liberdade 73 homens e exigir 54 transferências de presos provisórios do sistema carcerário para o prisional. O órgão se vê obrigado a promover nova força-tarefa já que os distritos policiais (DP) voltaram a ficar superlotados.
O 4º e 5º DPs, que mantêm presos provisórios, foram construídos para abrigar 24 internos cada. Entretanto, cada um tem ocupação média de 115. "Estou para afirmar que a situação de Londrina é a mais grave do Estado", afirmou o corregedor-geral da Defensoria Pública, Sérgio Parigot de Souza.
É uma conta que não fecha e sem novas unidades a superlotação será constante. Os diferentes órgãos de segurança (Polícias Civil e Militar e Guarda Municipal) prendem, em média, seis pessoas por dia em Londrina. Do total, três são encaminhados às carceragens por terem cometido crimes graves. Até a conclusão dos inquéritos e oferecimento da denúncia na Justiça, homens são mantidos nas carceragens dos 4º e 5º distritos e as mulheres, no 3º DP. A cidade conta com apenas um presídio provisório, a Casa de Custódia (CCL), com capacidade para 288 presos, e costumeiramente opera acima da capacidade normal.
"O problema seria resolvido com a construção de um novo presídio provisório, é urgente essa questão", alertou Parigot de Souza.
A Secretaria de Justiça tem dois projetos de construção e ampliação de unidades prisionais em Londrina, licitações que devem ser lançadas neste trimestre, mas as obras têm duração máxima de 18 meses.
"A intenção é realizar análise constante dos processos desses presos. Vamos rever essas documentações e dar prioridade nesses casos", afirmou. O trabalho também deve ser estendido para os adolescentes mantidos nos centros de socioeducação (Cense). "Acredito que muitos nunca falaram com um defensor (público), tampouco um advogado", declarou.


