Rio, 23 (AE) - Representantes da Defensoria Pública, da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública (DRCCSP) e da Secretaria Municipal de Saúde fizeram foram à Clínica para Repouso de Idosos da Associação dos Ex-Alunos da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (Adefomm), em Jacarepaguá, zona oeste, buscar os prontuários médicos e laudos sociais. Os documentos haviam sido requisitados no dia 08, mas não foram entregues.
Para obter os laudos e os prontuários, a equipe precisou ir até a casa do proprietário da clínica, Ricardo Varella, na estrada do Pau Ferro, em Jacarepaguá. Ao todo, são 63 prontuários que vão auxiliar na identificação dos pacientes, já que alguns idosos, por causa da esclerose, não sabem dizer o próprio nome. Cópias dos laudos e prontuários serão entregues aos médicos que agora estão tratando dos pacientes.Os defensores vão usar os papéis para abertura de processos.
Após receber denúncia de maus-tratos a pacientes, a clínica foi interditada por decisão do ministro da Saúde, José Serra, no dia 07 de fevereiro. A Adefomm também foi descredenciada do Sistema Único de Saúde (SUS).
No dia 08 de fevereiro, a Secretaria Municipal de Saúde enviou a Vilella um ofício solicitando o envio das fichas dos pacientes da clínica em 24 horas. Como não obteve um retorno, a equipe da secretaria mandou um outro pedido no dia 15 de fevereiro. Como o proprietário da clínica não tomou providências
foi feita a inspenção. Vilella argumentou que não recebera a notificação e resistiu em entregar a papelada, argumentando que tudo estava guardado em um lugar seguro.

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