São Paulo, 11 (AE) - A introdução de mais um trem na linha azul (norte-sul) do metrô, hoje, não diminuiu os transtornos de quem precisou viajar pela manhã. Defeitos nas linhas azul e vermelha (leste-oeste) - as mais utilizadas - causaram atraso nos trens, prejudicando mais de 130 mil passageiros.
O defeito da linha azul, da estação Tucuruvi ao Jabaquara, ocorreu às 7h45. A Assessoria de Imprensa do Metrô informou que o problema ocorreu no equipamento onde os trens fazem manobra. Na linha vermelha (Corinthians/Itaquera-Barra Funda), um trilho quebrou perto da estação Belém. Funcionários da manutenção tiveram de entrar na linha.
Para manter o sistema em funcionamento e realizar a manutenção ao mesmo tempo, foi preciso intercalar momentos de parada total com circulação normal. "Os técnicos colocaram uma pala para substituir o trilho provisoriamente", explicou o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Onofre Gonçalves de Jesus. "O trilho só será trocado à noite."
Algumas estações tiveram de ser fechadas por excesso de passageiros. Nas catracas, as filas eram imensas. Mesmo depois de cruzá-las, a situação não melhorava. O passageiro ainda tinha de enfrentar plataformas cheias e vagões lotados.
"Demorei quase meia hora para cruzar a catraca na estação Artur Alvim", relatou o bancário Paulo Martiniano, de 27 anos. "Na plataforma, era o maior empurra-empurra." Martiniano usa o metrô diariamente, num trajeto aproximado de 30 minutos. Hoje demorou quase uma hora.
A situação se normalizou às 9h10 na linha vermelha e às 9h30 na linha azul. Ao todo, 44 trens servem a primeira linha entre 7h15 e 8h15, beneficiando 56 mil passageiros. Mais um trem deve ser incluído no dia 8 de maio.
Na linha vermelha, são 42 trens disponíveis entre 6h45 e 7h45, para 86 mil pessoas. Apesar de contar com duas novas composições
que possuem menos assentos no primeiro e último vagões para atender a passageiros em cadeiras de rodas, não foram incluídos novos trens, informou a assessoria do metrô.
Onofre Jesus disse que os problemas são sinais claros de falta de manutenção. "Afinal, o metrô já existe há 30 anos", comentou. (Colaborou Rose Saconi)

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