Defasagem é tema de audiência pública
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domingo, 01 de outubro de 2017
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
O debate para a implantação do SUS ocorreu na década de 1980. Segundo o conselheiro federal de Medicina pelo Paraná e coordenador da Comissão Pró-SUS no CFM (Conselho Federal de Medicina), Donizetti Giamberardino, a tabela com os custos dos procedimentos foi baseada em uma média histórica dos valores praticados entre os anos de 1976 e 1980. A implantação do sistema, conforme o Ministério da Saúde, ocorreu em 1988 por meio da Constituição Federal.
"A composição dos custos reflete a medicina de 40 anos atrás. A medicina mudou muito e os custos aumentaram muito também. Salvo a alta complexidade, na média complexidade, principalmente, as consultas médicas têm valores quase que simbólicos. Hoje, a rigor, a tabela SUS tem muito mais importância por causa das nomenclaturas do que os valores", ressalta Giamberardino.
O conselheiro federal participou em junho de uma audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. O médico defende o SUS, mas afirma que o sistema está em risco. "Hoje a nossa tabela virou uma colcha de retalhos. Houve reajustes pontuais, mas que nunca acompanharam a inflação. Estudos mostram que procedimentos de média complexidade estão com defasagem de quase 200%. Na alta complexidade, a defasagem é menor, está em cerca de 40%", contabilizada
Para ele, "o que fica muito claro ao longo desses anos é a desoneração do governo federal, transferindo mais responsabilidade que dinheiro para os Estados e municípios". "Na década de 1980, 75% do financiamento do sistema saíam do governo federal. Hoje cerca de 42% são repassados", argumenta.(V.C.)


