Londrina – A falta de uma estrutura maior de trabalho impede que a Delegacia de Crimes contra à Saúde (Decrisa) possa atender todo o Estado. A investigação acaba se concentrando apenas em Curitiba e Região Metropolitana. "Nas demais localidades o caso é repassado para as delegacias das áreas. Essa demanda exige que o policial esteja no local e por isso não temos como cobrir o Estado todo", disse a delegada Araci Carmen Vargas.
O Decrisa não tem dados sobre o número de denúncias contra falsos médicos que chegam até a delegacia. A maioria das denúncias são oferecidas pelo próprio Conselho Regional de Medicina (CRM), mas informações anônimas também são repassadas à polícia. "A maioria dos casos acontece com pessoas usando documentos de médicos já falecidos ou com nomes parecidos, já que fica mais fácil falsificar a documentação. O nosso trabalho é levantar se realmente há atuação de um falso médico e tentar localizá-lo", afirmou a delegada.
De acordo com Araci Vargas, não há um histórico sobre a incidência do exercício ilegal da medicina no Paraná. "Pretendemos a partir deste ano criar um banco de dados para auxiliar na apuração. Não é um crime tão comum, mas não tão raro", relatou. (L.F.C.)

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