Decreto vai regular trabalho de motoboys na capital paulista
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terça-feira, 21 de setembro de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 22 (AE) - Os motoboys que trabalham na cidade de São Paulo terão de usar motocicletas com até cinco anos de fabricação e passar por vistoria obrigatória para continuar exercendo a atividade. Quem não se adaptar a essas e outras regras, que fazem partem de um decreto a ser publicado nos próximos dias no "Diário Oficial do Município", pode ter o veículo apreendido. A fiscalização e a eventual apreensão vão ser feitas pelo Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) ou pela própria Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Há meses os técnicos da Secretaria Municipal dos Transportes trabalham no texto do decreto. O documento depende apenas de parecer favorável da Assessoria Técnica Legislativa do Palácio das Indústrias para ser assinado pelo prefeito Celso Pitta (PTN).
O decreto estabelece que os motoboys precisarão ter carteira de habilitação há dois anos, fazer o curso de direção preventiva no centro de treinamento da CET e seguir os padrões definidos pelos técnicos municipais.
O secretário municipal dos Transportes, Getúlio Hanashiro, disse hoje que haverá padrão para as caixas adaptadas na parte traseira das motocicletas. Além disso, as empresas para as quais os motociclistas prestam serviços terão de ter os nomes e telefones visíveis impressos nos veículos e na roupa de seus funcionários ou prestadores de serviços.
Técnicos da Secretaria Municipal dos Transportes estimam que haja 160 mil motoboys trabalhando na capital paulista.


