Decreto regulariza cursos universitários
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quarta-feira, 19 de maio de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O governo do Estado decidiu manter 15 dos 43 cursos das universidades estaduais que tiveram o ingresso de novos alunos suspenso por determinação do governador Roberto Requião (PMDB). A regularização dos cursos feita por meio do Decreto 2.950/2004 foi anunciada, ontem, pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi. A viabilidade técnica e financeira dos 28 cursos restantes continua sendo analisada pelo governo, que deve concluir o trabalho, pelo menos em parte, até o final de junho. Para esses cursos, os vestibulares de inverno continuam suspensos.
Rizzi afirmou que a manutenção dos 15 cursos (ver quadro) foi possível, especialmente, porque os investimentos por parte do governo serão ''zero''. Por meio da relocação de pessoal e parcerias com outras instituições, as universidades, segundo ele, não dependerão de nenhum centavo do tesouro do Estado para adequar sua estrutura à proposta pedagógica dos cursos (salas, material, equipamentos). O secretário calcula que seriam necessários cerca de R$ 10 milhões, caso o governo estivesse disposto e tivesse dinheiro em caixa para pagar a conta desses investimentos.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM), exemplificou Rizzi, viabilizou a manutenção de cinco cursos da área técnica por meio de convênios com a Federação da Indústria do Estado do Paraná (Fiep) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para utilização das instalações (salas de aula) e equipamentos. A universidade precisaria construir mais 32 salas de aula para abrigar os alunos desses cursos.
Já a Universidade de Londrina (UEL) que teve apenas o curso de zootecnia suspenso não terá dificuldade pois utiliza a mesma estrutura do curso de agronomia.


