Agência Estado
De Ribeirão Preto
Cerca de 40 usineiros da região de Ribeirão Preto (SP) reuniram-se na segunda-feira para discutir o que o setor fará devido à publicação, no Diário Oficial da União, do decreto que proíbe as queimadas durante 60 dias em todo o Brasil. O setor sucroalcooleiro está preocupado com a situação, porque está no período de pico da colheita da cana, o que pode comprometer a safra e a produção de álcool e açúcar. Hoje, um grupo, formado por usineiros e representantes de outras entidades ligadas ao setor irá reunir-se com o secretário estadual do Meio Ambiente, em São Paulo. É possível que estendam a viagem até Brasília.
Segundo o presidente do Conselho de Meio Ambiente e Infra-Estrutura (Consema), que representa a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no conselho, e diretor da Companhia Energética Santa Elisa, de Sertãozinho, Maurílio Biagi Filho, a região de Ribeirão Preto é responsável por 30% da safra de cana do País e ainda faltam colher 40%. Os empresários do setor esperam que casos excepcionais sejam analisados pelo Ministério do Meio Ambiente.
As usinas normalmente queimam a cana para agilizar e facilitar a colheita pelos bóias-frias. A colheita de cana crua é mais lenta e a mecanização faz a maior parte do serviço. No último sábado, o governo estadual tinha publicado um decreto proibindo as queimadas até 15 de setembro, mas o decreto federal surpreendeu os usineiros. ‘‘Entendemos que as resoluções são gerais, não para a cana, mas isso causa um problema muito sério nas atividades produtivas, que é o nosso caso’’, comentou Biagi Filho.

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