Jerusalém, 28 (AE-AP) - Agindo em seus últimos dias, o governo de linha dura de Israel decidiu conectar o maior assentamento judeu da Cisjordânia a Jerusalém, minando as esperanças palestinas de levantar uma capital em parte da cidade disputada.
Irados, oficiais palestinos pediram aos Estados Unidos para que intervenham e exigiram que o primeiro-ministro eleito de Israel, Ehud Barak, anule a decisão caso queira ir em frente com as conversações de paz.
"Esta é uma violação dos acordos e... criará um ambiente hostil ao processo de paz", afirmou Nabil Abourdeneh, um conselheiro do líder palestino Yasser Arafat.
De qualquer forma, Barak adotou uma posição ambígua em relação às colônias, sugerindo que algumas delas seriam desmanteladas no futuro, mas negando-se a cortar seus fundos no momento.
Os aliados de Barak não estavam disponíveis hoje para comentar a mais nova crise entre israelenses e palestino.
Segundo o jornal Yediot Ahtonot, a decisão de ligar a colônia de Maale Adumim - casa de cerca de 25.000 israelenses - a Jerusalém foi tomada pelo ministro da Defesa Moshe Arens um dia depois da derrota do premier Benjamin Netanyahu nas eleições de 17 de maio.
Com essa expansão, Maale Adumim fará fronteira com Jerusalém e mais para frente poderá invadir o setor oriental da cidade, cujos palestinos consideram sua futura capital.

mockup