Decretado estado de emergência na Venezuela
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sexta-feira, 26 de julho de 2002
Agência EFE 
Caracas - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decretou estado de emergência nas seis regiões afetadas há seis dias pelas chuvas, que já deixaram mais de 40.000 desabrigados.
Minutos antes de partir para a II Cúpula sul-americana, que começou ontem na cidade equatoriana de Guaiaquil, Chávez declarou estado de emergência em Apure, Barinas, Portuguesa, estes três estados a oeste; no sul do país, no Amazonas e Bolívar; e no nordeste, em Delta Amacuro.
''A situação agora se excedeu e requer um novo instrumento jurídico, para facilitar as ações de resgate, de apoio, de saneamento, de alimentação, de evacuação'', disse Chávez, em cadeia nacional perto da meia-noite de anteontem.
Chávez ligou para todas as autoridades nacionais e regionais pedindo união de esforços para superar o desastre ecológico.
As áreas mais afetadas ficam nos arredores do povoado de Guasdualito, a 820 quilômetros de Caracas, alagadas pelo transbordamento do rio Sarare, afluente do rio Apure, desde sábado passado.
Em Guasdualito, as águas chegam a uma altura média de um metro e sua evacuação poderia demorar ainda várias semanas, pois a época de alta pluviosidade está começando.
O decreto de emergência prevê a criação de um comitê nacional para atender o estado de emergência, integrado por funcionários do Ministério do Ambiente e presidido pela titular do escritório, Ana Elisa Osorio.
Chávez ratificou que o Governo inicialmente destinará 4 bilhões de bolívares (3 milhões de dólares/3,3 milhões de euros) para atender aos desabrigados.
''São recursos extraordinários, que Tobías Nóbrega (ministro das Finanças) e Diosdado Cabello (ministro do Interior e Justiça) ficaram encarregados de distribuir'' , esclareceu Chávez.
O governante fez uma convocação a todas as vítimas das chuvas, pedindo que mantenham a calma e se organizem para que a ajuda chegue de forma correta.
''Aqui é quando vale ouro a organização comunitária e a cooperação entre todos, que ninguém esteja fazendo nada indevido'', ressaltou Chávez.
Fontes meteorológicas informaram que as chuvas continuarão nos próximos meses.


