Decretada prisão preventiva de Viscome e mais quatro ex-funcionários da Penha
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terça-feira, 06 de abril de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 07 (AE) - O juiz-corregedor do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), Maurício Lemos Porto Alves, decretou hoje a prisão preventiva do vereador Vicente Viscome (sem partido) e mais quatro ex-funcionários da Administração Regional da Penha, na zona leste da capital, acusados de participação no esquema de cobrança de propinas naquela regional. Além de Viscome, deverão cumprir a preventiva Ivan Márcio Gitahy, Fernando Garcia Lepper, Fernando Martins Capitão e Osvaldo Morgado. A preventiva por 30 dias pode ser prorrogada pelo mesmo período.
Segundo o delegado Saad, o pedido de prisão preventiva justifica-se no fato dos cinco terem fugido da prisão temporária decretada no decorrer do inquérito que investiga o esquema da Penha, concluído ontem (06). A fuga, de acordo com o delegado, os teria deixado livres para manipular as testemunhas do caso e ocultar provas. Além disso, os depoimentos dados pelos acusados à policia teriam sido evasivos, dificultando as investigações.
Viscome já havia cumprido oito dias de prisão temporária. Em seu interrogatório, que aconteceu durante três dias, admitiu apenas que havia indicado assessores de confiança para trabalhar na regional e que interferiu em algumas questões administrativas da regional. Itaquera - Hoje, a polícia prendeu dois funcionários da Administração Regional de Itaquera. A supervisora de Uso e Ocupação do Solo Dinorá Braga e o agente de apreensão Albano Pires são suspeitos de terem extorquido um comerciante da região. Segundo o comerciante, cujo nome está sendo mantido em sigilo, a propina teria sido cobrada na época em que ele estava construindo um prédio.
Além dos dois presos, a polícia já havia indiciado os fiscais Luiz Gonzaga da Costa, Jairo Seiki Kanashiro e Maria Cristina Scomparini. Em depoimento prestado à polícia, os três negaram a participação no suposto esquema. De acordo com o comerciante, em junho de 1997 ele foi até à regional de Itaquera
onde Pires e Dinorá teriam pedido R$ 10 mil para regularizar a obra. O preço, porém, foi baixado para R$ 5 mil, que foram pagos em três cheques: um de R$ 2 mil e três de R$ 1 mil.
Em novembro, ele teria recebido a visita de Gonzaga e Kanashiro, que teriam pedido mais R$ 10 mil. Novamente ele foi à regional e Dinorá teria confirmado o valor. Desta vez, porém, a conversa foi gravada. A fita e as cópias dos cheques pagos aos funcionários estão em poder da polícia.


