Rio, 31 (AE) - A Auditoria de Jutiça Militar do Rio decretou hoje a prisão preventiva dos cinco policiais militares acusados espancar uma moça de 19 anos e obrigá-la a fazer sexo oral. Os policiais ficarão presos na carceragem do 12º Batalhão da Polícia Militar, em Niterói, onde trabalhavam, até o julgamento. Os cinco acusados serão expulsos da PM dentro de, no máximo, uma semana.
O abuso sexual e o espancamento da jovem ocorreu na última sexta-feira em Niterói, dentro de um carro da PM. Os acusados são o sargento Luiz Carlos Pereira Couto, o soldado Ricardo Pereira da Silva e os cabos Elias de Miranda Mendes, Cláudio Rodrigues Gomes e Charles da Silva Fernandes.
A jovem F. e o namorado R., de 14 anos, foram abordados pelos policiais, quando estavam em um táxi com placa do Rio, na favela Brasília, em Niterói, Grande Rio. Os PMs teriam exigido do casal R$ 5 mil e armamentos. A fim de garantir que o dinheiro e as armas fossem entregues, o namorado R. foi liberado e a moça
mantida como refém em um carro de patrulha do batalhão. Como o rapaz não voltou, F. foi espancada e obrigada a fazer sexo oral com os policiais, mas acabou sendo libertada mais tarde sem o pagamento do resgate. R. procurou o Comando de Policiamento do Interior e denunciou o crime.
A moça foi submetida a exame de corpo delito, que constatou o espancamento. Os cinco acusados foram presos em flagrante e autuados por sequestro ou cárcere privado, atentado violento ao pudor e constrangimento ilegal. A pena pode chegar a 15 anos de detenção para cada um dos PMs.
Desde o início do ano, 1887 policiais foram detidos por faltas diversas e 21 foram expulsos da corporação.

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