Decretada prisão de Vilma por sequestro
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quarta-feira, 30 de abril de 2003
Agência Estado 
Goiânia - A polícia está à procura da empresária Vilma Martins desde segunda-feira, quando o juiz da 10 Vara Criminal de Goiás, Adegmar José Ferreira, decretou sua prisão. Vilma é acusada de sequestrar e registrar como seu filho legítimo Pedro Braule Junior, o Pedrinho, de 17 anos. Ele foi chamado de Osvaldo Borges Júnior. Vilma Martins também é acusada de sequestrar e registrar como sua filha Roberta Jamilly.
A notícia só foi divulgada ontem porque a polícia e a Justiça temiam que Vilma fugisse. O advogado da empresária, Max Lânio Leão, informou que ela está ''descansando'' em uma fazenda de amigos, perto de Barra do Garças (MT), na divisa entre Goiás e Mato Grosso. Leão disse que até ontem Vilma não sabia do decreto de prisão.
''Vou tentar entrar em contato com ela para tentarmos revogar essa determinação, que é, no mínimo, precipitada. Ela (Vilma) é ré primária, tem residência fixa e não atrapalhou, em nenhum momento, o trabalho da Justiça'', disse Leão.
Seis homens da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) estão à procura de Vilma. O delegado Antonio Gonçalves, titular da Deic, disse que pode reforçar esse contingente, mas não acredita que seja necessário. ''Não acredito que dona Vilma vá fugir, ela é conhecida em todo o Brasil.'' O delegado considera ''improvável'' que Vilma tente sair do Brasil.
Na segunda-feira Pedrinho se mudou da casa de Vilma e foi morar com um amigo. Ele passou o dia fugindo da imprensa.
Vilma é acusada de ter sequestrado Aparecida Fernanda, criada como irmã de Pedrinho e batizada como Roberta Jamilly. Aparecida foi sequestrada de uma maternidade em Goiânia há 24 anos. O delegado Antonio Gonçalves, que também investiga o sequestro de Aparecida Fernanda, enviou ontem ao Judiciário os dois inquéritos que produziu sobre o caso Roberta. Ele pede que a Justiça decrete a prisão de Vilma Martins também pelo sequestro da garota.
No outro inquérito, o delegado solicita a anulação de todos os documentos em nome de Roberta Jamilly. ''O nome dela não é Roberta, é Aparecida. Por isso peço que sejam cancelados o passaporte, título de eleitor, carteira de identidade e quaisquer outros documentos onde ela aparece com o nome falso'', disse Antonio Gonçalves.
Um exame de DNA feito pela polícia goiana a partir de uma ponta de cigarro de Roberta Jamilly provou que ela é Aparecida Fernanda.


