São Paulo, SP- A Justiça Federal de Brasília decretou no final da noite de anteontem a prisão preventiva dos empresários Lourenço Rommel Peixoto, Jaisler Jabour de Alvarenga e Laerte Corrêa Júnior, acusados de envolvimento em fraudes de licitações de hemoderivados no Ministério da Saúde.
Peixoto e Jabour já estavam em prisão temporária, cujo prazo de dez dias se esgotou ontem e permanecerão presos. Corrêa tinha sido libertado no último sábado, junto com outras dez pessoas acusadas de envolvimento nas fraudes, uma vez que a Justiça Federal havia negado a transformação da prisão temporária em preventiva.
Dos 17 supostos integrantes do esquema que tiveram prisão decretada, apenas os Peixoto e Jabour permanecem presos. Corrêa deve voltar para a carceragem ainda hoje. Outros três presos já tinham sido liberados logo após prestarem depoimento porque colaboraram com a polícia. Entre eles estava o ex-coordenador-geral de Recursos Logísticos do Ministério da Saúde, Luiz Cláudio Gomes da Silva, nomeado pelo ministro Humberto Costa em agosto de 2003.
Após investigações que duraram mais de um ano, a Polícia Federal descobriu um esquema de fraude nas licitações do Ministério da Saúde, que gerou um rombo entre os anos de 1990 e 2002.
A suspeita do esquema foi denunciada pelo ministro Humberto Costa em março do ano passado. A empresa Baxter Expor Corporation levantou a suspeita de violação dos envelopes contendo as propostas de preços de quatro licitações para a compra de hemoderivados (derivados de sangue para uso de hemofílicos).
Ontem o Ministério da Saúde divulgou nota afirmando que continua confiando subsecretário de Assuntos Administrativos, Ivan Batista Coelho, acusado de irregularidades na compra de medicamentos emergenciais para atender vítimas de enchentes no Nordeste. Segundo a nota, não há comprovação de seu envolvimento em fraudes.

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