Decretada prisão de PMs
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terça-feira, 12 de julho de 2016
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Quatro policiais militares e um publicitário que já estavam presos por suposta participação na chacina dos dias 29 e 30 de janeiro, em Londrina, tiveram nova prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal de Londrina, na última sexta-feira (8), por outro homicídio, considerado um desdobramento da sequência de crimes que chocou a cidade. A decisão atende pedido da 11ª Promotoria de Justiça da Comarca, formulado na denúncia criminal oferecida à Justiça.
De acordo com as apurações, o crime que resultou na prisão dos cinco acusados ocorreu na tarde do dia 12 de março, próximo ao Distrito da Warta, na zona norte. Conforme a promotoria, Pedro Melo Domingos, de 28 anos, foi abordado e, em seguida, atingido por vários disparos. Conforme o confronto balístico, constatou-se que a pistola encontrada junto ao corpo de Domingos foi a mesma utilizada em outros dois homicídios, registrados nos dias 25 e 30 de janeiro.
A suspeita é que a arma tenha sido plantada na cena do crime, logo após a execução. A promotoria também não acredita que a vítima, um carroceiro, estivesse em posse de uma pistola, arma de alto valor no mercado negro. Segundo o Ministério Público, "a materialidade do delito foi comprovada por boletim de ocorrência, auto de exibição e apreensão, laudo de exame de arma de fogo e de munição e de confronto balístico, certidão de óbito e depoimentos".
Na mesma ação, um quinto policial militar também foi denunciado por fraude processual, pedido que foi recebido pela Justiça. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos policiais presos. Em junho, o advogado Cláudio Dalledone Junior disse que provaria a inocência dos policiais e atribuiu as 17 mortes registradas no início do ano em Londrina a uma "guerra de gangues". Nos últimos meses, a pressão popular por uma resposta aos crimes aumentou, inclusive com protestos durante a passagem da tocha olímpica pela cidade, no dia 28 de junho.


