Decretada prisão de mãe acusada de queimar filha
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
A Justiça decretou ontem a prisão preventiva da mulher acusada de atear fogo na filha de cinco anos no último fim de semana em Londrina. A ordem de prisão foi assinada pela juíza substituta da 1 Vara Criminal de Londrina com base no parecer da promotora da 1 Vara Criminal, Suzana Lacerda. Até o final da tarde a mulher não havia sido presa.
A criança teve quase 30% do corpo queimado na noite de sexta-feira, dentro de casa, na Zona Sul da cidade. Os ferimentos foram provocadas por álcool em membros superiores, face, tórax e coxa. A menina só foi socorrida 14 horas depois da agressão.
A conselheria Ana Lúcia Walichek, que ouviu as pessoas da família para preparar o relatório sobre o caso, disse que a menina continua internada em estado grave. ''Ela não tem condições nenhuma de falar, de contar qualquer coisa. Eu fiquei extremamente abalada com o caso. Meu relatório tem o poder civil e não criminal porque o intuito do Conselho Tutelar é proteger a criança. Mesmo assim nosso relatório foi encaminhado para a polícia'', disse.
A mulher negou as acusações no Conselho. A reportagem da FOLHA tentou localizá-la durante todo o dia de ontem pelo telefone celular, mas ela não atendeu. Ainda segundo o Conselho, a mãe já perdeu o pátrio poder sobre o filho mais velho, hoje com 9 anos, porque quando ele tinha apenas 5 anos, ela deu marteladas na sua mão. Até o final da tarde de ontem, o delegado-adjunto Nelson Águila não quis comentar o assunto e disse apenas que ainda não havia prendido a mulher.


