Decoração de camarote mostra como paulista vê o Rio
Decoração de camarote mostra como paulista vê o Rio2/Mar, 18:14 Por Beatriz Coelho Silva Rio, 02 (AE) - Como os paulistas vêem o Rio e o modo de vida carioca. Assim é a decoração do camarote da Brahma, apresentado à imprensa hoje. São 2.250 metros quadrados que estarão à disposição de 1.200 pessoas (600 convidados com direito a acompanhante). São pessoas diferentes nos três dias (domingo e segunda-feira de carnaval e o sábado seguinte, no desfile das campeãs) em que o camarote funcionar. Apesar da relação de convidados ilustres, ninguém receberá cachê para abrilhantar a festa. "Os que vêm de fora, especialmente os internacionais, recebem uma fita de vídeo com o camarote e o carnaval . Aceito o convite, negociamos as condições em que eles virão", garantiu o diretor do Banco de Eventos, José Vítor Oliva, contratado para organizar as três festas."Normalmente eles pedem para trazer amigos, conhecer outras cidades do Brasil ou para pemanecer mais tempo aqui e, na medida do possível, atendemos, mas nunca pagamos um cachê em dinheiro." Para estes convidados e os nacionais, o cenógrafo Stefan Robert Ferretti, um suíço radicado em São Paulo, fez sua interpretação da cidade maravilhosa. Logo na entrada, um túnel de pano com estampa imitando as calçadas da praia de Copacabana dá um efeito visual lembrando pop-art. O túnel desemboca no camarote propriamente dito, na área onde se pode ver o desfile. São 600 metros quadrados que pretendem lembrar o bairro de Santa Tereza, na zona sul, um dos mais antigos e conservados do Rio. Ipanema ficará num corredor comprido pintado em tons de azul e verde, com plantas verdadeiras, um chafariz e um boteco, tentando imitar os que Tom Jobim e Vinícius de Moraes celebrizaram, mas bem diferente dos que hoje existem espalhados pelo bairro. Esse corredor dá num pátio com piscina, onde a paisagem de Copacabana foi pintada nas paredes. Tudo bem que o Cristo Redentor e outras montanhas ficaram fora do lugar, pois é a visão que Ferretti tem da cidade. "Sou apaixonado pelo Rio há muitos anos e é assim que o tenho na minha cabeça", explicou ele. O restaurante fica no que seria a floresta da Tijuca, um amplo salão com esculturas de folhas e plantas de verdade, em que a trilha sonora imita os sons do mato. No segundo andar, há camarins para quem quiser descansar ou trocar de roupa antes ou depois de desfilar. Oliva não teme a concorrência. "Claro que muitas pessoas de nossa lista de convidados está no camarote do iG e da revista Rio, Samba e Carnaval, da mesma forma que eu convidei e fui convidado pelo responsáveis por eles", conta Oliva, que coordena uma equipe de 450 pessoas, das quais 20 trabalham no evento desde o último carnaval. "Eu tenho certeza de que eles farão camarotes maravilhosos, mas garanto que nenhum será mais bonito e agradável do que o nosso."





