Declínio de ecossistemas será devastador
Agência Estado
De São Paulo
O amplo declínio dos ecossistemas no mundo pode ser devastador para a humanidade e para o bem-estar de todas as espécies. Esta é principal conclusão do relatório do milênio sobre os recursos naturais mundiais, lançado nesta semana pelo World Resources Institute (WRI), Banco Mundial (Bird), Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e Programa das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento (Pnud).
Mais de 175 pesquisadores trabalharam no relatório durante dois anos, comparando resultados e preenchendo lacunas de 100 outros estudos anteriores. Os dados completos serão publicados em setembro, mas um resumo já está disponível no relatório World Resources 2000-2001: Pessoas e Ecossistemas, o Esgarçar da Teia da Vida, com uma versão impressa e outra virtual (http://www.wri.org/wri/wrr2000).
Considerando os ecossistemas engrenagens biológicas do Planeta, o relatório faz uma análise piloto da saúde dos ecossistemas globais. Foram incluídos zonas costeiras, florestas savanas, recursos hídricos e sistemas agrícolas. A análise abrange o atual estado e a tendência desses ecossistemas e sua capacidade de produzir bens e serviços ambientais, dos quais dependem os homens, a fauna e a flora. Entre os serviços prestados pelos ecossistemas estão a produção de alimentos e de água potável em quantidades suficientes, o estoque de carbono atmosférico, a manutenção da biodiversidade e a provisão de oportunidades de turismo e lazer.
Nosso conhecimento sobre os ecossistemas cresceu dramaticamente, mas não conseguiu sequer empatar com nossa habilidade em alterá-los, disse Klaus ööTöepfer, diretor executivo do Pnuma. Nós podemos continuar alterando os ecossistemas da Terra cegamente ou podemos aprender a usá-los de forma mais sustentável. Governos e empresas devem repensar alguns pressupostos básicos que embasam nossas maneiras de medir e planejar a economia, afirmou James Wolfensohn, presidente do Banco Mundial.
A quantificação e valorização dos custos de produção desses serviços ambientais, até hoje computados como gratuitos, é uma nova tendência entre os ambientalistas, mas ainda não foi assimilada por economistas, empresários e autoridades. Embora haja uma tendência de se equilibrarem as políticas de desenvolvimento com o fator ambiental, em termos planetários, a situação é muito crítica, devido aos efeitos cumulativos.
A questão ambiental está ligada à sobrevivência de grandes contingentes de população, que já estão sofrendo com processos de desertificação e mudanças climáticas, determinantes para a produção agrícola de pobres e ricos, diz a secretária de Coordenação da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, Mary Allegretti. A alçada do fator meio ambiente para o centro de preocupação econômica e de desenvolvimento vai ser o grande fato dessa década.Relatório do milênio sobre recursos naturais no mundo alerta sobre consequências desastrosas para a humanidade
Arquivo FolhaArquivo FolhaArquivo FolhaMEIO AMBIENTEA extração de madeira e a conversão em áreas agrícolas já consumiu metade das florestas mundiais. Nosso conhecimento sobre os ecossistemas cresceu dramaticamente, mas não conseguiu sequer empatar com nossa habilidade em alterá-los, afirma diretor-executivo do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, Klaus Töepfer.Arquivo FolhaCerca de 20% dos peixes de água doce estão extintos ou ameaçados; acima e ao lado, áreas atingidas por desmatamento e queimadasGovernos e empresas devem repensar modo de planejar economia





