São Paulo, 25 (AE) - Ao deixar o PPB, o prefeito Celso Pitta rompe politicamente com seu padrinho político, o presidente nacional do partido e ex-prefeito Paulo Maluf. Os motivos, segundo Pitta, foram a falta de apoio partidário e o desconforto com as declarações feitas ontem (24) por Maluf, segundo as quais não tem mais nada a ver com a atual administração e que, na gestão do ex-secretário Alfredo Mário Savelli, as multas aplicadas às empresas de coleta de lixo caíram de cerca de 200 ao ano para 6 ao ano entre 1996 e 1997.
"As declarações de Maluf foram o finalmente de um processo que vinha se arrastando há algum tempo e teve, nas palavras do presidente nacional do partido, a colocação definitiva", afirmou Pitta. Ele lembrou que sempre foi leal em relação à administração e à pessoa do ex-prefeito de São Paulo, mas que não considerou um ato de "deslealdade" as declarações de Maluf.
"Não digo que faltou lealdade, mas talvez houve uma certa ingratidão", completou.
Desde que Maluf perdeu a campanha para o governo do Estado, Pitta iniciou processo de distanciamento de seu padrinho político e demitiu os principais homens de confiança do malufismo: os ex-secretários de Vias Públicas e Serviços e Obras Reynaldo de Barros e do Governo Municipal, Edevaldo Alves da Silva.
Essas medidas foram consideradas fundamentais para Pitta poder fazer um governo à sua semelhança. De acordo com assessores políticos do PPB, Maluf teria tentado manter Reynaldo e Edevaldo, mas não conseguiu.
No fim do ano passado, a primeira-dama de São Paulo e presidente do Centro de Atendimento Social e Atendimento (Casa), Nicéa Pitta, classificou o ano como o da libertação. Ela afirmou que Reynaldo boicotou o governo de seu marido e admitiu ter votado em Mário Covas (PSDB) no segundo turno das eleições de 1998.
Depois que Pitta anunciou mudanças na estrutura do Plano de Atendimento à Saúde (PAS), um dos principais programas da gestão Maluf, o ex-prefeito divulgou nota lamentando a mudança demonstrada pelo prefeito. Pitta respondeu dizendo que não mudou nada.

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